Sunday, April 29, 2007

Liberdade

Dizem que pra ser liberto é preciso fazer. Liberdade: "faculdade de uma pessoa poder dispor de si, fazendo ou deixando de fazer por seu livre arbítrio qualquer coisa". Reparem "deixar de fazer".
A sociedade sempre teve seus preconceitos, sempre tivemos nossos medos e por isso, lutamos por uma liberdade ás vezes desafinada, que nos liga à atitudes viciosas, sem explicação, apenas para ver a fumaça no ar. O qualquer coisa, qualquer lugar, qualquer pessoa, viram a sensação qualquer. Sem profundidade. E o que não é profundo, fica na superfície. E tudo começa a boiar...o toque dos dedos, um braço encostado, uma perna trêmula, o rosto com rugas preocupadas, o corpo conjunto. Tenho receio da liberdade comum. O receio pode ser sinal de insegurança, coisa dos "reprimidos pelos sentimentos". Fazer o quê. Mas o deixar de fazer também é característica do liberto.
Que concepção é essa de liberdade que ainda não consegui mastigar? Produz um gosto estranho. Não me faz sentido. Vejo gente correndo atrás disso, como se o tempo fosse parar. Impacientes. Corajosos por ultrapassarem os limites definidos por alguém, um dia. E o corpo acompanha todo esse frenesi, sem cautela, "sem limites". Nossos membros corporais são lançados para ilusórios momentos de felicidade. Onde o prazer é qualquer prazer. O prazer banal. E o conjunto biológico um dia suspira, tentando te mostrar outras formas que não o agridam, e tornem-no especial (fora do comum), como de fato é.
Talvez liberdade seja um olhar profundo, uma palavra emotiva, um sorriso, um gesto. Uma tranquilidade. Muito mais do que o pulsar desnorteado, em busca de sensações ilusórias, que passam...passa...pass...pas...pa...p. (e terminam em um ponto - final).

Saturday, April 21, 2007

25 de Março

Anda. Corre. Desvia. Grita. Ouve. Fala. Não escuta. Empurra, se ajeita. Olha o pé! Ó o rapa! CD! DVD! Ipod! Não pode. Mas pode. Proibido. Permitido. Escolhe. Fuça. Pechincha.Compra. Come abacaxi. É 1 real! Lotado. Claustrofobia. Agonia. Fobia. Sushi. Cho. Chu. Xixi. Cocô. Fedô. Pomba. Lixo. Tic Tac pro cabelo. Bugiganga. Bagaça. Embaçado. Racionais MC´s. Flashback. Meu anjo. Boa tarde. Calor. Suor.Água. Suco. Refrigerante. Pois não. Pois sim. Só atacado. Só varejo. Só atacado e varejo.Vejo. Ó o carro. Brum. Pega o manequim. Aqui é mais barato. Tá caro. Desconto. Sem troco. Moeda. Sem nota. Com garantia minha. Tem tudo. Nike. Adidas. Carmim. Puma. Diesel. Louis Vuitton. Batom. Yakissoba. Milho. Esfiha. Figo. Mortadela. Rosa. Natural. Artificial. Original? Multidão.Negão. Brancão. Amarelão.Turista. Família. Trabaiadô. Alegria. Tristeza. Pobreza.Chapéu de europeu. Chinelo de japonês. Bacalhau Norueguês. Ali no mercadão. Grandão. Poça. Paçoca. Coça. Fossa.
Nossa!

25 de Março. Eclética e sinestésica.

Sunday, April 01, 2007

Desisti de dissertar sobre o amor

Tentei redigir
e quase menti
pois não sei exprimir.
Só os que sentem
sabem.

obervo os amantes
nem sempre apaixonantes
mas tocantes
pelo inquietante
do sentimento.

Paixão
já senti.
É rápida, ágil,
vai como vem
vê como viu
se ficar,
vira amor
se for,
vira rancor
dor
alívio.
Se fica,
é pra vida
ida
sem volta
vida devota
do sentimento
certo
não cético.

Não pretendo definir
nem sei definir
essa percepção...
Não à definição
afinal,
ninguém nunca
chegou a conclusão...

Mas acho curioso
vê-los sonhando...
num tom cuidadoso
se alegrando...
planejando
juntos andando.

Sem emular,
quero um dia experimentar
essa sensação de amar...