Tuesday, August 14, 2007

A incrível dificuldade de encontrar um parceiro na vida contemporânea

A inspiração deste texto veio de uma fase negra da minha vida. Bem, é a fase atual. Nunca fui o tipo de garota que tem milhares de garotos aos pés. Deve ser o cabelo vermelho, estranho, eu sei. Minha amiga dos cabelos longos morenos sempre fazia mais sucesso do que eu. Não que eu tenha raiva ou inveja dela por isso. Muito pelo contrário, me divertia com as cantadas éxóticas de seus pretendentes. Pior eram os chavequeiros a la Fábio Jr. ou um pouco mais agressivos, seguindo a linha Mc Serginho. E os que se aproximavam de mim eram sempre bizarros. Eles tinham a arcada dentária completa e até narizes sem ossos grandes. Não é de beleza que estou falando, que aliás, para mim, não é fator eliminatório na escolha de alguém para namorar. O fato é que eles eram (ou continuam sendo) realmente bizarros, no sentido mais bizarrístico da palavra. Enfim, os caras tinham atitudes e manias estranhas. Essa deve ser a causa da minha fobia por namorados, atualmente.
Bom...o objetivo deste texto é refletir sobre a dificuldade extravagante de se encontrar um parceiro. Na verdade, não gosto muito de usar a palavra "parceiro", pois para mim isso é remetido automaticamente a "parceiros homossexuais". Tipo: "Legal saber que o Fulano Viado arranjou um parceiro.". Não estou falando desse tipo de parceiro e sim aquela "pessoa com quem se joga; sócio; comparte; companheiro". Adorei a definição do dicionário. Um significado muito mais hetero. Diria até, bem macho.
Não é simplesmente achar um parceiro. É ter paciência com ele. É saber lidar com ele. E até...achar ele. Onde estará o fulano? Minha mãe sempre diz que o que é meu baterá na porta. Que porta? Da sala Da cozinha? do banheiro? ou do quarto? tem tantas portas...Tenho muitos amigos do sexo masculino ao meu redor, mas com nenhum deles eu quero ter filhos ranhentos, correr pela praia, assistir a um filme melo-dramático ou até dar risadas das mesmas piadas, chatas e sem-graças, que só casalzinhos entendem.
Quando eu era criança, achava que difícil era decorar as tabuadas (e até hoje não decorei), depois a fórmula de bhaskara. Cresci um pouco e percebi que difícil mesmo era achar um bom cabeleireiro (e até hoje não encontrei). E mais um pouco, percebi a dificuldade em ser feliz no trabalho (quero acreditar, ainda, nessa possibilidade). Bom, hoje o que eu acho realmente difícil é arranjar um namorado. Ou melhor, um parceiro. Sabe, o topa-tudo, o sem-frescura, o que não separa a cebola da pizza, o que ri e chora ao mesmo tempo, o bobo-alegre, o que diz coisas inteligentes mas também adora falar bobagens, o que sabe, ou pelo menos tenta, lidar sério com a vida. Enfim. Apenas uma pessoa, nada mais, nada menos, que normal!
Esse post não é para fazer apelo. "Hey mandem suas cartinhas que a veronica aqui está a solta! O melhor ganhará um jantar romântico com a garota dos cabelos vermelhos". Aff. Pó pará por aqui. Nada disso. Só estou refletindo sobre o assunto. Será uma dificuldade universal? Tipo, todo mundo teve dificuldades, ou tem, de encontrar uma pessoa para estar ao lado até que a morte os separe?
Bom, mas o legal disso tudo...é perceber a solidariedade de alguns amigos. Viraram agentes matrimoniais. Até meus pais entraram na jogada. "Olha o perfil desse, olha o orkut do outro, uhmm mas esse gosta de micareta, melhor não". Não acredito lá muito em encontros marcados, pré-organizados por amigos. Mas quer saber, estou achando tudo isso muito divertido.
O fato é... esse negócio de achar alguém para dividir o estacionamento da balada é muito difícil. Bom, enquanto isso, vou pagando os R$ 10,00 sozinha mesmo.