Friday, September 28, 2007

Lésbica engravida travesti

Isso ainda não é possível, mas vai saber no futuro. É tanta alteração hormonal, troca de funções, filhos que vivem com casais de homens e vice-versa, mãe que "empresta" o útero para a filha. O mundo só pode estar de cabeça para baixo!

Todo mundo deve ter visto o caso da avó barriga de aluguel. A filha tinha um problema no útero e a mãe resolveu ajudar. É ou não é doidera? E explicar isso aos filhos? "Mamãe, por que eu nasci de dentro da barriga da vovó?". Graças a perpetuação da espécie humana é que hoje o mundo tem por volta de 6,6 bilhões de seres-humanos. E o papa ainda vem pedir para os europeus terem mais filhos! Acho que ele jamais pediria a mesma coisa aqui no Brasil. Sem apelar o povo já anda tendo filho até pelas avós, imagina se o papa der o ar da graça com essa idéia na cabeça. Isso aqui explode.

Ter filho não é o problema. Eu também quero ser mãe (um dia). Deve ser linda a sensação de cuidar de alguém, ver a pessoinha se desenvolvendo e todos os blá blás maternos. Todavia, contudo, por outro lado, ainda não entendo essa constituição de família moderna. Lésbica com lésbica, que consegue ter filho utilizando a inseminação artificial, realizada através do sêmen de um terceiro desconhecido. Gay com gay que adotam filhos. Mãe que gera filho para a filha. Se a moda pegar, vai rolar uma mistureba de parentada grávida. Fora os riscos que isso pode trazer. A avó barriga de aluguel, por exemplo, tem 51 anos e a geração foi de alto risco. Não entendo o por quê, a futura "mãe" não decidiu pela adoação. Já que ela não conseguia engravidar, o melhor seria adotar um filho. Talvez isso ainda gere muitos preconceitos e dúvidas pela sociedade, o que é lamentável. O pior é ver a impressa fazendo um alvoroço em relação a isso. Por que ao invés de cultuarem atitudes como essas, a impressa não se coloca como uma responsável social e incentiva, por exemplo, a adoção?

Fiz uma breve pesquisa na internet e descobri que o Brasil tem hoje cerca de 8 mil crianças e adolescentes em condições de serem adotadas. E olha só esta estatística: "Enquanto grande parte das pessoas deseja adotar só um filho (99%), menor de três anos (83%) e de cor branca (49%), a maioria dos abrigados é de cor negra ou parda (52%), maior de três anos (87%) e possui um ou mais irmãos (56%)". Isso é muito triste. Porque apesar de algumas pessoas quererem adotar, a maioria dos aptos à adoção não combinam com o gosto dos "futuros" pais. Ou seja, a preferência é por bebês menores de 3 anos, BRANCOS (!!) e que não tenham irmãos. "São crianças que ninguém quer." afirmou Reinaldo Cintra, juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de São Paulo, em entrevista a Folha Online. Seres-humanos que ninguém quer. Horrível imaginar isso.

Ainda não me acostumei com essa idéia de família moderna. Para mim, avó é avó, mãe é mãe, pai é pai. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não tenho preconceitos. Cada pessoa escolhe como viver. Só acho que esse negócio de perpetuar a espécia humana está ficando cada dia mais curioso.

Thursday, September 27, 2007

LEIA SENÃO MORRE!

Títulos devem ser chamativos. Tudo bem, acho que exagerei. Bom, contrariando o post abaixo, preciso escrever (ou melhor, aprender) títulos. Afinal, o que seriam as propagandas sem títulos? "Propaganda é isso ó...corta, corta, é título." "Os títulos que chamam para os posts". Já levei 02 puxões de orelha nessas últimas semanas. As pessoas não entendem. Sou uma redatora publicitária às avessas. Meus títulos terão por volta de 1000 caracteres. A verdade é que tenho uma relação sentimental com as palavras. Fico com dó delas. Difícil cortá-las, assim, sem dó nem piedade. Títulos são decepadores de palavras. Ok. Esse tipo de comentário poderá custar meus futuros empregos. Assim, para reverter essa situação e mostrar para os diretores de Criação que eu mando muuuito bem nesse negócio de título, vou começar os meus ensaios. Aqui mesmo, neste modesto blog. Mas antes, nada melhor do que aprender com quem já sabe.

A lista abaixo pertence a um concurso de títulos bizarros, promovido pela revista Britânica The BookSeller, em março deste ano. São todos títulos de livros. Olha só essas riquezas:

"As Pessoas que não sabem que estão mortas: Como elas se ligam a transeuntes insuspeitos e o que fazer sobre isso"
(Esse venceu no ano passado. De repente me bateu a dúvida: "Ai meu Deus! Será que eu tô morta?". Bom, pelo menos ainda não me liguei a nenhum transeunte.)

"Melhor nunca ter sido: O mal de vir a existir."
(so sad!)

"O sorvete delicioso de D. Di Mascio. D. Di Mascio de Coventry: Uma companhia de sorvete de reputação, com uma interessante e variada frota de caminhonetes de sorvetes."
(Jesuis! O título é quase o livro inteiro! Lembre-se sempre..."Título é cortar, cortar e cortar!")

"Os carrinhos de supermercado perdidos do Leste da América do Norte"
(como diria minha vó: "Ô judieira.".
"Se você encontrar esse carrinho, ligue para...")

"Quão verdes eram os nazistas?"
(vixi)

"Procedimentos do 18º Simpósio Internacional sobre Algas Marinhas"
(deve ser importante)

Tem também os títulos non-sense. Desde aqueles que você encontra na Marginal do tipo "JESUS VOLTA", até os de jornais. Mais alguns exemplos:

"MANÍACO DA CANTAREIRA"
"Você é paranormal? Entre aqui e descubra."
"Detectado no espaço misterioso pulso de rádio"
"Avó barriga de aluguel da filha dá à luz netos em Recife "
"Aposentadoria por sexo divide conselho"

Achei interessante, também, colocar alguns nomes curiosos de novela:
"Rebeldes"
(depois ficou conhecida carinhosamente como RBD)
"A ursupadora"
(E as chamadas para a estréia, lembra? Davam medo)
"Amigas e rivais"

E a famosa trilogia de Marias
"Maria do Bairro"
"Maria Mercedes"
"Simplesmente Maria"


Depois dessa pequena pesquisa, descobri que os títulos estão sendo deixados de lado. E eu custei a acreditar nisso. Tudo bem, fui convencida.
Acompanhe meus títulos, nos próximos posts. Você verá uma evolução incrível. Começo hoje. Revolução dos títulos do meu blog!

Wednesday, September 26, 2007

Sem título

Acho que não sei dar nomes, nem títulos.
Deve ser porque odeio receber nomes e títulos.
Esses nomes e títulos assim de gente famosa.
Ou levar os nomes e títulos de lugares famosos,
ou ter alguma coisa de alguém famoso.
Tudo isso não passa de nomes e títulos.
Nomes nomes nomes títulos títulos títulos
Já basta o meu,
Veronica.

algo

escolha algo
aprenda algo
humilhe-se para algo
faça algo
alguém te falou que o bom é fazer algo
não pense no algo
aceite o algo
viva o algo
é assim o tal do algo
depois que fizer o algo

apenas desista.

Tuesday, September 25, 2007

Explosão demográfica

Lia era ruiva. A única ruivinha de uma família de negros. Uns diziam que era filha do padeiro. Outros, do açougueiro. Ela tinha certeza quem era seu pai - marido de sua mãe. Só que o seu pai era descendente de sul-africanos. A mãe de Lia também era negra. Os outros três irmãos nasceram parecidos com os pais. Lia era branca e ruiva. Na verdade isso nunca a incomodou. Ser diferente era curioso.Edson, o seu pai, não tinha o menor jeito com nada. Entrava e saía dos trabalhos. Queria ser revolucionário, partidário, operário. Mas só conseguia ser tratado como ordinário. Adorava seu violão de 6 cordas. A quinta corda havia sido comida pelo cachorro Binho. O vira-lata do vizinho. Ele latia quando não tinha ninguém. Olhava pro céu e latia. A casa já havia sido assaltada e o cão nada. Uns diziam que ele era surdo. Falando em surdo, quem achou o cachorro foi seu Osvaldo, vizinho do Edson. Deficiente auditivo há 10 anos. De tanto fuçar o aparelhinho de surdez, conseguiu detona-lo. Diziam que ouvia com os dedos. Binho estava há 5km da casa de Osvaldo. Deitado, ensaguentado. Havia sido atropelado por um ciclista. Léia, mulher de seu Osvaldo, resolveu socorrer o cachorro, levando-o para a casa de Lurdes, filha do casal. Lá, Nelsinho, o filho mais novo de Lurdes se apaixonou pelo cachorro e implorou pela permanência dele. Binho acabou ficando meio lá, meio na casa do Osvaldo. O cliclista apareceu depois de 2 dias. Seu vintém, do armazém, gritou: “Foi ele! Ele quem atropelou o cachorro!”. A mulher do Seu Vitém, a Dona Flora, correu atrás do dito cujo. Não adiantou. O ciclista fugiu. Na correria, Dona Flora tropeçou. Caiu e quebrou a bacia. Jorge pretsou socorro. Levou-a ao hospital que sua tia trabalhava. Lá foi tratada pela Lúcia, a tia do Jorge. Mas como Lúcia não era cirurgiã, encaminhou-a para João, ortopedista substituto de Mário,médico fixo do hospital, mas que passava férias em outra cidade. João deu uma ajeitada na bacia de Dona Flora, com a ajuda da Dra. Fátima, uma médica amiga do Dr.. No momento da cirurgia, Fátima deixou cair uma tesoura no pé do Bruno, o enfermeiro ajudante. Cortou o dedo, sangrou, saiu da cirurgia e foi encontrar a enfermeira Laura, que lhe deu alguns curativos. Laura achou um absurdo o ocorrido. E reclamou da Dra. Fátima. Disse que não era permitida a permanência de médicos que não eram do hospital. Levou a reclamação até o Silva, o dono do hospital. Silva checou a informação e fez uma reunião com os funcionários. Contratou o Sérgio. Ele seria o responsável por conferir quem participava das cirurgias. Sérgio havia sido indicado por Humberto, irmão do Silva. Humberto era empresário e conheceu o Sérgio através da Rita, esposa do Sérgio. Rita trabalhava na empresa que Humberto prestava consultoria. Na verdade, Rita era sua amante e dizia que só continuaria com Humberto se ele empregasse Sérgio. Um dia, Rita quase foi até a casa da Patrícia, mulher de Humberto. Patrícia era daquelas boas moças, mas de tão boa era boba e de tão boa virou má. Jamais desconfiaria de Humberto. Também, quem se importava? Já que Patrícia também tinha um caso. Seu amante era o Roberto, o dono do buteco. Mas esse aí era cafajeste. Tinha caso com a Maria, a Cíntia, a Bruna e a Gláucia. A Gláucia era de uma cidade vizinha. Era viúva e louca. Gritava e corria sem motivos. Uma vez encontrou um E.T. no quintal. Tentou comunicação. Júlio, o vizinho, percebeu que tratava-se de uma planta, e não de um E.T.. E tentou alertá-la. Pegou a moça e levou até em casa. Na casa de sua irmã, a Vilma. Lá ela dormiu na cama do Pedro, filho da Vilma. O Pedro, infelizmente, não existia mais. Havia morrido há 3 anos, por conta do seu Nelson. Um velhinho de 80 anos que o atropelou. Seu Nelson tinha sentimento de culpa e se matou. Diziam que ele ainda vivia em sua antiga casa, que passou a ser da Clara. Assombrava a casa. Mas sem saber, Clara colocava a culpa no Antonio, o pintor. Dizia ser a energia ruim dele, que vinha de suas simpatias pra curar as angústias da vida. Clara achava tudo isso horrível. Antonio aprendeu com Mãe Dinorá, uma cartomante do bairro. Dinorá já havia adivinhado que seu Zé conheceria Aparecida. Cidoca, chamada carinhosamente por seu Zé, virou Santa. Diziam que um dia ela havia curado o Rudney. O menino tinha orelha de abano e não escutava direito. Certa manhã apareceu escutando. Cidoca tinha colocado a mão em sua orelha. Mas Cidoca não era católica e não gostava de ser chamada de santa. Ela sempre frequentava o culto das dores e aprendeu com o pastor a tirar furúnculo. Só não sabia que seu aprendizado abrangia deficiências auditivas. Era uma crente fervorosa, daquelas que ficavam no trem com a bíblia aberta na mão e sermão na boca. Um dia o Marcos, chefe da estação, expulsou a Cidoca. Era apenas o trabalho dele. E foi o Nilson quem mandou. Nilson era seu superior, um cara que odiava trabalhar na estação de trem. Na verdade, ele queria ser poeta. Mas era mal-humorado que só. E nesse dia, Juliana e mais uns 5 usuários do trem reclamaram da Cidoca. Não teve jeito, teve que expulsa-la. Juliana só não queria ser incomodada. Sonhava em morar na praia. Longe da cidade, perto do mar. Já tinha até procurado uma casinha. Estava em dúvida. Geraldo, o corretor, não dava muita moleza no pagamento e ela ainda lutava por sua efetivação. Mas Cleonice, sua chefe, não mostrava sinais de interesse em Juliana. A menina era lerda demais. Vivia de papo pro ar. Adorava fofocar com a Eugênia, a secretária do Luís. Luís era dono de uma das maiores empresas de refrigerante da cidade. Treinava seu filho, o Júnior, para dar continuidade aos negócios do pai. Mas Júnior era tão moleque que não aproveitava a chance. Vivia saindo com o Leonardo, seu primo de 3º grau, filho da Audália com o Manoel. Léo queria roubar Júnior. Desde pequeno o garoto não prestava. Tinha um dom pra fazer coisa feia! Aprendeu as malvadezas com o João, seu amigo de colégio. João vinha de família de índole má. Não era boa companhia. Seu primeiro roubo, foi um salgadinho no mercadinho do Estácio. Depois desse, foi bolinho, chocolate, bala e até joelho de porco. Estácio nunca desconfiou. Aliás, o joelho de porco custou o emprego do Fernando. Era o primeiro emprego do garoto. O coitado nunca conseguiu explicar, mas viu em tudo isso uma oportunidade. Desenvolveu um sistema de alarme para mercadinhos. Ficou tão famoso que foi morar nos EUA. Seu sócio, o alemão, ficou por aqui. Ninguém nunca mais roubou joelho de porco. Alemão era o irmão mais novo de Fernando. Na verdade, não era irmão de sangue. Diziam que ele havia sido deixado na porta da casa de Ana, mãe dos dois meninos. E que mesmo filho da Carla, a prostituta da cidade. Carla engravidou e não sabia o que fazer com o Alemão. Deixou ele lá, na casa da Ana. Seguiu sua vida e foi trabalhar como professora de Inglês. Só sabia o “What is your name?”, mas como ninguém sabia de nada, conseguia fingir bem. Uma de suas alunas era Lia, a garotinha ruiva do início da história.

Sem parágrafo. Tudo aqui é interligado. Esse conto possui, aproximadamente, 6,6 bilhões de personagens. É tanta gente, que é melhor parar por aqui.

Monday, September 24, 2007

reviravolta

inventa
tenta
ajeita
enfrenta
dobra
desdobra
vai
volta
puxa
fecha
acelera
breca
cala
grita
renova
nova

a vida é uma reviravolta sem volta.

Teste humano

teste de sanidade
compatibilidade
fragilidade

teste de resistência
paciência
inteligênia

e o ser humano
por trás do pano?

bom testar
antes de contratar
namorar
casar
amigar

teste de gente
inconsequente
demente
decente

baixo nível de humanidade
desumanidade
alto nível de humanidade
integridade

Friday, September 21, 2007

Se "o inferno são os outros", os outros não têm acesso ao purgatório...

Terminei de ler "O processo", de Kafka. Demorei uns 3 meses. De tão ruim é maravilhoso. Angustiante e lento. Criei até uma antipatia pelo livrinho velho e mofado. E é exatamente por isso que a história é ótima. Resumindo, K. é acusado. E ponto-final. O livro começa e termina assim. Poderia escrever: "resumindo, K é acusado de um crime que não cometeu". Ou, "K é acusado de um crime que não existe". Enfim, na verdade o livro é uma incógnita e afirmar frases como essas seria incoerente. O ápice do livro acontece no final. Pelo menos para mim. Exatamente na última página, ou melhor, nas últimas linhas. O que é intrigante é o fato de que K. mesmo sem conhecer o motivo de sua acusação, começa a ter uma rotina voltada para sua causa. Se é que existia alguma. Começa a se defender. Frequenta tribunais, conversa com advogado, sente-se inquieto...Esse é ponto. Quantas vezes procuramos uma defesa para uma causa inexistente? Ou quantas vezes fomos acusados injustamente? Quantas vezes você já esperou por seu "julgamento"?

Conforme a história vai se desenrolando, ou melhor, conforme o número de páginas vai aumentando, a angústia aumenta. Como é horrível a sensação de prisão, a falta de brechas, de portas, janelas, buracos, caminho. O estar trancado a uma situação torna-se quase insuportável, como picadas de abelhas. Uma a uma. Até que seu corpo vire um enxame. Imagino K. esperando por uma resposta. Dias, meses, anos, sentindo um vendaval no estômago, sem saber o que poderia acontecer.

Por outro lado, será que a vida não é assim? Um esperar sem saber o que vai acontecer? Se isso é tão rotina, porque ainda sentimos o vendaval no estômago? Talvez seja a perseguição. K. era vigiado. A vigia dos outros anota nossos erros. Anotam com os olhos e difamam com a boca. Buscam perfeição. Que presunção é essa de achar que é possível ser perfeito? Quanto mais perfeito, mais imperfeito se torna. Mais egoísta, chato e egocêntrico. Não quero ser perfeita. Dá muito trabalho. Sou preguiçosa. Canso-me fácil. Quero amigos imperfeitos, família imperfeita e um homem imperfeito. Um mundo tão imperfeito que dá risada, sem ter dentes. Abraça, sem ter braços. Tropeça, grita, corre. Um lugar espontâneo. Cheinho de imperfeições.

Fiquei chocada com o fim do livro. E por mais que K. tivesse me enchido, senti sua falta. Ele morreu sem saber qual era o seu julgamento. E quantas vezes nós nos suicidamos sem saber do que se trata o crime?

A vida não deve ser um eterno defender-se. Tudo precisa ser imperfeito para ser tranquilo. O crime não existe e você não é culpado. "O inferno são os outros".

Cuide dela. A alma não tem culpa no cartório.

Wednesday, September 12, 2007

Ah! Meus 20 e poucos anos...

"Você já sabe
Me conhece muito bem
Eu sou capaz de ir e vou
Muito mais além
Do que você imagina
Eu não desisto
Assim tão fácil, meu amor
Das coisas que eu quero fazer
E ainda não fiz
Na vida tudo tem seu preço, seu valor
E eu só quero dessa vida é ser feliz
Eu não abro mão
Nem por você, nem por ninguém
Eu me desfaço dos meus planos
Quero saber bem mais
Que os meus 20 e poucos anos
Tem gente ainda
Me esperando pra contar
As novidades que eu
Já canso de saber
Eu sei também
Tem gente me enganando
Mas que bobagem
Já é tempo de crescer"


Ontem foi meu aniversário. Agradeço os parabéns, os presentes, os que lembraram, os que não lembraram, os que lembraram mas não deram os parabéns... Se você foi um desses, com certeza fez parte da minha vida em algum momento. Então, obrigada. Nunca fui de ligar muito para datas comemorativas, aliás, sou péssima para gravar datas. Meus amigos que o digam. Costumo ligar 5 dias depois do aniversário - "Putzz, me desculpa. Esqueci de novo a data! Parabénsss atrasado eeee". Mas adoro receber esse tipo de telefonema. E-mails, orkut, ligações, diversos votos de felicidade. Uns mais simples, outros cheios de frases poéticas, outros mais engraçados, outros estranhos,o brigadeiro da minha irmã com uma vela enfiada no meio, a primeira ligação dos meus pais. Todos verdadeiros. 11 de Setembro foi demais (calma. Refiro-me ao aniversário).

Lembro do 11/09/2001. Lá estava eu...super feliz, com aquela carinha de 17 anos. Espinha na cara, toda desengonçada, mas feliz. Minhas amigas do colégio comemorando, presentinhos, abraços. Ô tempo bão. Era o meu dia. Cheguei em casa e disse: "Manhêeeeeeee olha o que eu ganhei!".Foi quando eu olhei para a TV. O segundo avião batia contra o World Trade Center. Naquela hora, percebi que existiam coisas muito mais importantes acontecendo. Meus brigadeiros perderam a vida. Meus presentinhos murcharam. Meu bolo azedou e minha ficha caiu. Foi horrível. Sou quase um atentado terrorista em casa. Continuo atrapalhadinha. As espinhas diminuíram. E agora já não tenho mais a carinha de 17 anos, 18 talvez. Aquele aniversário foi estranho. Datas são coisas curiosas.

Ontem também foi dia de receber ligações inusitadas. Bradesco, Manager, L´Equipe cabeleireiro, loja Viva Alegre e até a Catho me ligaram! Senti-me crescidinha. Afinal, você só começa a receber esses tipos de ligações, depois que seu dinheirinho é colocado em algum lugar. Por mais que seja uma merrequinha, como é o meu caso. O pior, adorei falar com a alegria da moça do Bradesco, com a Veronica do L´Equipe (ela tem o mesmo nome que eu),com a simpatia da loja Viva Alegre e com a moça da Catho. Carência ou não, essas ligações causaram uma sensação boa. Senti que nada daquilo havia sido proposital. Senti que não existiam banco de dados, CRM e marketing direto. Senti que todas essas pessoas realmente se importavam comigo e me desejavam um feliz aniversário verdadeiro. E olha que sou publicitária e sei que esse tipo de coisa não passa de uma estratégia de Marketing. Além de terem sua data de aniversário, eles têm seu endereço, seu telefone, e ó, devem até saber a cor da sua cueca. Enfim, eles sabem mais da sua vida do que você mesmo. Apesar de tudo isso, não é que as benditas ligações marketeiras realmente funcionaram. Caí nessa. Justo eu, que odeio ser paparicada por esses estabelecimentos que só visam o lucro e nada mais. Caí mesmo e fiquei contente com as ligações.

É muito bom ter 20 e poucos anos. Dá vontade de agarrar o mundo, mesmo com medo. Desejo de realizar todos os sonhos em 5 minutos. Ansiedade, alegria e energia. É fase de certezas e dúvidas. Vontade de estar e não estar. Crescer e ser criança. Gritar e ser ouvida.E aprender quando ninguém te ouve. Superar-se. Evoluir.

Enfim...23 aninhos. Obrigada a todos pelos votos felicidade. Vocês são importantíssimos na minha vida. E que venham os próximos anos! Não desistirei assim tão fácil das coisas que quero fazer. Não abrirei mão. Não desfarei dos meus planos.

Na verdade mesmo...o que eu quero dessa vida é ser FELIZ.

Tuesday, September 04, 2007

Baila comigo. Baila e mexe o umbigo.

Comecei a fazer aula de dança de salão. Na verdade já faz umas 5 aulas que o curso começou. Como eu entrei nisso? Bom, estava em casa calmamente enviando meus currículos (ou assistindo ao programa da Márcia. Tá, é fútil, eu sei) quando ouvi burburinhos sobre uma tal aula de dança na USP. Pois é, minha família inteira está fazendo. Minha mãe, pai, irmã, cunhado- idéia dele. Se tivesse cachorro levaria junto. O primeiro dia foi engraçadíssimo.
A primeira aula foi uma negação. Na verdade até hoje não é muito diferente. O mais legal foi descobrir que NINGUÉM sabe dançar. Ok, eu sei que é um raciocínio lógico pensar que a galera está lá para aprender, afinal, não pagariam se já soubessem. Mas o fato é: ninguém sabe nada de nada...de nadica. Nem o dois pra lá, dois pra cá. É ótimo isso. Quando vejo meus colegas errando todos os passos, a sensação de alívio é grande. Sinal de que não estou sozinha nessa. Os pares são trocados a cada dança, ou seja, a cada música a fêmea dança com um macho diferente. Tem de tudo na aula. Rico, pobre, velho, novo...O bom de fazer aula com família é que sempre rola piadas internas e comentários o tanto quanto maudosos, mas engraçadíssimos. Após algumas análises, mamãe, papai, irmãzinha e cunhadinho, colocamos alguns pseudônimos na galera dançarina. Eis algumas figuras que fazem aula com a gente:
Popozuda1 - apelido carinhoso. Xiu. Ela não pode saber.
Tiozinho revoltado - estressadinho. Não entendemos porquê o cara faz aula. Ele praticamente odeia receber instruções de dança. Ah! e pegar o fulano pra dançar pode ser prejudicial à saúde. Sinto meu braço gritando por socorro quando me aproximo do figura. Ter uma inflamação nas articulações é um dois. O cara te pega sem dó nem piedade.
Importado - o cara é do interior de SP, mas tem sotaque estrangeiro. Ele adora te olhar na cara, com ar de Don Juan. Medo!
Fedido - Esse cara só apareceu em umas 2 aulas. O cheiro de CC (para quem não sabe, CC significa "cheiro de corpo", é bem isso mesmo) era insuportável. Dá ânsia só de lembrar. Acho que em 1 aula dancei umas 2x com o garoto sem desodorante e quase minhas vias respiratórias entraram em colapso. Depois, descobrimos que o meio de transporte dele era uma bicicleta. Eis a causa do CC.
Popozuda2 - tem umas senhoras baixinhas e muito, mas muito bundudas. Essa é amiga da popozuda 1.
Gay meia idade - O cara é casado com a popozuda 2 e tem a maior pinta de viado! Na dança, o homem que conduz a dama. Dançar com o gay meia idade é praticamente tornar-se o homem da relação, ou melhor, da dança.
Casal 20 - Esse casal entrou umas 3 aulas atrasado e já se achava o máximo. Pergunto-me: se você já sabe dançar, porque se inscrever na porcaria da aula de dança??? Esses dois não se desgrudam. Na hora do troca troca (no bom sentido) de casais, onde as damas "pegam" um cavalheiro diferente para dançar, esse casal de namorados não troca! E a mulher se acha a gostosona do bairro. A típica blusinha mostrando a barriguinha, bunda empinada e cara de...uhmm...deixa pra lá.
Colegas de república "mestre de obra" - dois caras muito engraçados que moram juntos. Eles sempre ensaiam em casa. Detalhe: sem música. Deve ser por isso que sai aquela coisa na aula...Mas eles são divertidíssimos.
Bafinho: minha mãe já usou a estratégia: "vai um chicletinho?". Infelizmente, sem resultados satisfatórios. Dica: ao dançar com ele em hipótese alguma puxe assunto. Gesticule, faça qualquer coisa, mas mantenha a boca fechada, assim, ele manterá a dele também.
No geral, o pessoal é legal. Eu me divirto! A professora é um pouco estressada. Se errar, periga de ir pro cantinho da professora super nanny. Tiveram uns dias que pensei em desistir. Sei lá, rola uma tensão. Vontade de querer acertar logo todos os benditos passos. Inclusive, meu pai já está demonstrando sinais de desistência...hahaha...Já furou em 2 aulas. Ah, é que enche o saco essa obrigação de pagou tem que fazer e toda a tensão, como escrevi. Vocês devem estar pensando "Nossa, difícil". Nem é. Ok, eu quis dar esse ar de dramaticidade ao texto só para causar impressão de desafio. Uma coisa meio "Dança dos famosos" do Faustão. Um grupo de jurados, entre eles Carlinhos de Jesus, uma semana de ensaio, uma oportunidade na vida. Chega de drama. Voltando... Percebo, cada vez mais, que atividades recreativas acabam nos deixando mais estressados ainda. Meu papi que o diga. A aula dura 1h30 e é uma ginástica. Principalmente quando eu danço com um parceiro perna de pau. O esforço é em dobro. Tá, tá, não posso falar nada porque sou péssima. Já dei umas pisadas selvagens em muita unha encravada por aí. Unhas caídas, peço desculpas pela falta de cuidado.
Aprendi alguns passos de Fox stroti (é Fox Troth), Merengue, Samba (descobri que não sei nada de samba. Sensação de Globeleza no fim da carreira), Forró (ainda vou dançar como a Joelma!), Rock (esse é o melhor). Refletindo aqui com os meus botões...ou melhor, com o meu pijama sem botões...Acho que o mundo da dança está começando a fazer parte da minha vida. Coincidência ou não, preciso escrever um texto pro meu freela sobre a história do Forró e do samba de Gafieira. Será o destino? Desisto de tudo? Vou pintar meu cabelo de loiro Carla Perez, deixar crescer até a cintura, engordar 5 kgs até ficar com umas banhas saltando, casar com alguém com o nome exótico, tipo, Jujubinha, Bichinha, Chumbinha, Biribinha, Chimbinha..., engolir uma buzinha, comprar roupas cortadas, descosturadas, rasgadas, pequenas, muito pequenas, botas brancas estilo "Xuxa não morreu" e dançarrrrrr muuuuuuito, no melhor estilo do Forró. Sabe né? Movimentos ondulares com a cabeça, total domínio das pernocas gorduchas. Estica, vem, volta, solta, puxa...
Joelma que me aguarde. Serei a nova musa.
E isso você só irá encontrar em Belém do Paráaaaaaaaaa!
ps: agradecimentos especiais aos dançarinos: papi, mami, Cá e Dani que me colocaram nisso e me fazem rir toda terça-feira .

Monday, September 03, 2007

Tá trabalhando aonde?

Well people. Mais uma vez, cá estou na vida avulsa. Mais um número na população economicamente inativa de publicitários recém-formados. Existem os gênios, os indicados, os fodões, os puxa-sacos dos fodões, a classe proletária que paga o sindicato, os puxa-sacos dos gênios, os puxa-sacos da classe proletária que paga o sindicato, os bonzinhos que não puxam saco de ninguém, mas que acabam ficando com o saco na mão, e...os "que procuram um oportunidade no mercado de trabalho". Desempregado...Odeio essa palavra. Porque sempre que você reencontra um amigo, parente, conhecido, tiazinhas que falam mais que a boca, o povo insiste em perguntar: Tá trabalhando aonde?. No começo você até fala com aquele jeitinho - Uhmm eu estou desempregado no momento. Depois de um tempo sendo constrangido por não encontrar uma resposta plausível à pergunta acima, você simplesmente começa a inventar termos. Diga-se de passagem, mais babacas ainda.
Resolvi listar alguns perfis de desempregados e suas fórmulas mágicas para se desviarem do famoso: Tá trabalhando aonde?:
Sérios:
- Sou atônomo. (quer dizer que ficar em casa coçando agora é trabalhar por conta própria?!)
Descolados:
- Sou freela (2 trabalhinhos e já está se achando o "FREELA"??)
Leitores de artigos da Catho:
- Estou em busca de novas oportunidades profissionais, algo que permita doar todo o meu potencial. (ihhh coitado, vai se decepcionar de novo)
Alternativos, maconheiros, vegetarianos, sonhadores, enfim...
- Sabe, estou dando um tempo nesse negócio de trabalho, capitalismo, dinheiro...to na procura...saca? Procura da minha felicidade, do meu eu interior. (na feirinha hippie ou na porta da PUC você pode encontrar vários desses tipões. E de verdade, os caras realmente conseguem ser felizes desenvolvendo incríveis habilidades de escritas em grãos de arroz ou juntando miçangas)
Revoltados:
- Por que pergunta? Tô desempregado e daí? Nunca passou por isso? Só porque você tem um empreguinho meia-boca, pega duas condução, se ferra com a greve dos metroviário, faz hora extra e não recebe nada a mais por isso, é ridicularizado na frente dos colegas de trabalho com apelidinhos ridículos e ainda come o pão que...bom deixa pra lá... (nada como ser verdadeiro nas palavras!)
Melancólicos:
- Ai menino...to desempregado. Tá tão difícil. To sofrendo tanto. Esse país...Bom, tá na mão de Deus né...(vixi...sai pra lá espírito do desânimo! é do tipo que só de chegar perto você já se sente deprimido sem saber porquê).
Networkers:
- Olha...então...era isso que eu ia te falar! To precisando de uma indicação. Você conhece todo mundo! Pode me indicar...indica pra tudo...aliás, me apresenta uns contatos? Eles têm orkut? Fazem parte da comunidade do MMonline? Onde vocês costumam sair? Vocês lêem o que? Jogam tênis que eu sei...e fazem academia na Bio Ritmo! Ai vou começar a frequentar...(tem tipinho mais irritante que esse?? típico desempregado maria vai com as outras)
Olha, para não se tornar mais um ridículo, mediante ao questionamento, minha dica nesse momento é simples: desvie o assunto e JAMAIS responda a pergunta. Diga que o clima mudou, comente sobre o último capítulo da novela, e até do bonitinho da rua. É uma degradação interior. Quase uma diarréia ter que pronunciar a palavra desempregado ou qualquer outra coisa que remeta a isso.
Bom...mas pior que estar desempregado, é ter que ler anúncios de vagas o tanto quanto exóticos, descabidos, efusivos, bizarros. Enfim, totalmente toscos. Alguns exemplos reais:
Título da vaga: comandante
Descrição: Agência de publicidade necessita, digamos urgentemente, de um comandante. Alguém que faça a diferença, guie a equipe e esclareça as dúvidas, goste de desafios (principalmente de grandes desafios). Para os que não compreenderam é necessário muita experiência.Caso tenha esse perfil, por favor envie seu currículo, com relação ao salário isso é só com Big Boss, a baixa patente não sabe informar.
Comandante?? Publicitário comandante? Fico imaginando três estagiários que decidiram abrir uma agência com o dinheiro do pai e agora não têm um "comandante" para direcionar a empresa. Deus os direcionem! Amém. Quanto a baixa patente não saber informar, que dó desses oprimidos. É dureza ser pau-mandado - "vai lá, anuncia essa vaga e não pergunta nada!".
Título: Freelancer coordenandor de mídia
Descrição: preciso de uma pessoa madura, extremamente organizada, calma, paciente, com experiência na rotina da mídia, que tenha conhecimentos de mídia on e off line, que atenda veículos, negocie e planeje.
Madura, calma e paciente? Caraca! A agência deve ser de estressadinhos...Ou o cara está procurando uma amante...
Título: redator ou diretor de criação
Descrição:Estamos a procura de um redator ou dir.de criação com experiência mas sem frescura. Que queira mudar para um mercado que só cresce. se hover interresados por gentileza enviar cv e portifólio por email.
Sem frescura? haha Imagina o último. Devia ser um metrossexual filhinho de papai, rei da cocada preta. Atenção ao "portIfólio" tsc tsc...E quanto ao "mercado que só cresce", ele deixa aí pra você imaginar o que seja.
Título: Arte finalista
Descrição:Com experiência e talento para colocar nosso trabalho na rua do jeito que deve ser: perfeito.Pré-requisitos – precisamos de alguém chato, detalhista e perfeccionista.Interessados devem enviar portfólio digital ou jpg das peças.
Essa é boa. Imagina um cara chato, detalhista, perfeccionista, no mínimo deve sofrer de TOC. Sinceramente, eu não me candidataria à essa vaga, digamos, chatinha. E...o trabalho precisa sair perfeito. Caramba, o cara se acha Deus. Um pouco de humildade sempre é bom.
Título: revisor
Descrição:Com experiência e conhecimento em redação publicitária. Pré requisitos – atento, chato, detalhista e campeão em português.
Esse é da mesma agência que o de cima. Mais um chato pra fazer parte do quadro de funcionários. Aff...imagina fazer negócio com esse bando de chato? "Campeão em português". Gírias idosas. Precisamos de campões, supra-sumos, ferinhas, ou como diria meu avô, espoletas no português.
Título: Redator
Descrição: ter formação em publicidade/propaganda, com experiência de no mínimo 2 anos em agências de propaganda, no cargo de redator. Domínio da lingua e de formatos de testos publicitários.
Não. Você não leu errado. Texto realmente foi escrito com "s". Realmente eles estavam precisando de um redator. Ou pelo menos de alguém alfabetizado.
Título: Analista de mkt pleno
Descrição: Desenvolvimento de peças públicitárias, diagramação, editoração de imagens, tratamento de imagens. Desejavel experiencia em coordenação de eventos, feiras e assessoria de imprensa. Dinamico, Paciente, Alta Concentração.
25 a 30 anos. Solteiro.
25 a 30 anos, solteiro, bonito e sensual? haha Xii...isso tá me parecendo outra coisa.
Eu, como uma futura colaboradora, faço um apelo aos empregadores, contratantes (ou qualquer outro termo que rh adora). Por favor, tenham piedade de nós, pobres (literalmente) desempregados que precisamos ler esse tipo de coisa.
Boa sorte a todos os desempregados desse Brasil! E que nosos portIfólios e teStos nos ajudem!
Afinal, somos Brasileiros e não desistimos nunca!
ps: se esse post não te acrescentou em nada, pois você odeia procurar emprego e não se contenta com vaguinhas mixurucas...faz logo aquele curso de torneiro mecânico no SENAI! Aí a resposta do "tá trabalhando aonde" pode até virar orgulho.;)