Friday, February 15, 2008

chão,chão,chão


Analisando psicologicamente a parte masculina da sociedade, descobri uma classe de homens o tanto quanto interessante. Não que eu não havia descoberto antes, mas é que ultimamente esses seres estão muito em evidência. Bem, vou utilizar de uma maneira bem didática para descrevê-los. Vou roubar o esquema desenvolvido pelos melhores psicólogos do mundo, treinados pela Nasa. Sim, é aquele esquema de perfil do Orkut. Ok, sem criatividade.
Vamos lá.
Quem são eles: cachorros, no melhor estilo: "cato todas". O importante é curtirem cada momento. Como diria Narcisa: "tudo é o momento, depois passa."
interesses no orkut: ficar e transar. Isso em qualquer ordem, mas sem exluir nenhum item.
filhos: deve ter um monte por aí. Mas não se sabe onde.
humor: engraçadinho. Mais ou menos assim: "Conhece a última da puta que foi..."
orientação sexual: totalmente desorientado. (gostam de fazer o estilo machão, mas a gente bem sabe que as coisas não funcionam láaa bem assim)
estilo: bigode ralo (estilo latino),pochete, sunga, um olhar sagaz (não não não é o olha 43, é aquele olhar safado mesmo, capaz de despir alguém)
bebe: excessivamente, isso inclui happy hour da firrma
animais de estimação: ele é o próprio cachorro
paixões: sexo sem qualquer vínculo
esportes: não fazem nada. Adoram cultivar uma barriga de chopp.
atividades: micaretas, bebedeiras, putódromos, casas de swing
livros: mal sabem falar o nome, quanto mais lêem.
música: Rita Cadillac, com momentos de: vai lá ralando na boquinha da garrafa. desce mais, desce mais um pouquinho.
programas de TV: todos que tiverem mulheres supostamente gostosas, marquinhas de bíquini, muito silicone e muita bunda.
filmes: pornô
cozinhas: qualquer coisa com cerveja.
frases preferidas: "e aí gostosa", "vem com o titio", "tá com medo?", "vou te mostrar o que é bom", "vem comigo que eu to facinho", "e aí princesa"

Ele adora pegar no cabelo, na perna. Do tipo que pede pra você entregar a garrafa de cerveja só pra pegar na sua mão. Ou então, que pega na sua mão quando você troca a marcha.

Eles se acham os tais. Os gostosões. Os oba-obas. Os fanfarrões. Os mulherengos. Os comedores. Os pegadores. Os bambambans.

O pior, eles realmente acham que fazendo tudo isso tornam-se seres extremamente atrativos. Ok, eles até atingem um certo target. Uhm, bem, nem vale a pena comentar aqui o perfil desse outro target. Deixo pra vocês imaginarem.

Dica para as mulheres: fiquem longe dessa classe. Isso se vocês quiserem preservar a dignidade. E, lógico, se vocês tem amor a vida.

Tuesday, February 05, 2008

Pensar é atormentador

Meu vô faleceu na sexta-feira. Eu tinha planos de escrever um livro sobre meus avós, já que eles possuem uma história super interessante. Ela era polonesa e ele Romêno. Não deu tempo. Meu vô tinha prometido arranjar um namorado pra mim. Não deu tempo. Fiquei sem o livro, e sem o namorado.

Foi estranho. Recebi a ligação (da minha irmã), na sexta - "O vô morreu." Continuei a trabalhar. Saí 19:30h da agência, fui pra casa e depois pro velório. Ficamos até 00:30h. Cheguei bem, chorei, dei risada. Ele já estava velhinho e não era lá uma pessoa que sirva de ótimo exemplo. Fez minha vó sofrer muito. Mas era meu vô. Sim, assim mesmo sem o "a" de avô. Era o cara contador de piadas. O que adorava tomar uma. O romêno fugido da guerra, cheio de história pra contar, verdadeiras ou não, ninguém nunca vai saber.

No outro dia, acordamos e fomos ao enterro. Antes de enterrá-lo, o pastor fez um pequeno culto. Aí, não aguentei. Chorei. Nem foi tanto pelo fato do meu vô ter morrido, mas pelas frases, vírgulas, palavras e pontos colocados no lugar mais do que certo. Ele falou sobre a vida, disse que a morte deveria ser vista como uma reflexão sobre a vida. Aproveitar tudo ao lado de quem você ama. Pensei nas vezes que tratei mal meus pais, nos momentos que não tive paciência, na falta de experiência, nas coisas que deixei de fazer, na minha infância, na minha vó, nas coisas que só ela sabia fazer, no jeito especial dela de ser. Fiquei imaginando se ela ainda fosse viva. Quantas coisas eu gostaria de contar pra ela, agora com 23 anos. O emprego que eu tanto queria (Graças a Deus consegui!), as conquistas, minhas alegrias e tristezas. Não mais de uma menina, mas de uma mulher.

Não consegui aproveitar o carnaval, não me senti completamente feliz, li livros, dei algumas risadas, não chorei mais. Assisti TV, vi o trio elétrico na praia. Achei tudo tão ridículo. Senti-me só, perturbada. Estranha. Só algumas coisas na vida fazem sentido. Nem meus pensamentos eu consegui concluir. Nem este post eu consegui começar e terminar direito.

A vida é uma coisa estranha. Quando você resolve olhar pra ela, ela te devolve um olhar tão ameaçador que ás vezes dá medo. Insiste. Olha mais ainda e percebe que tudo aquilo não passa de uma ilusão. O jeito que a vida te enxerga é apenas um reflexo de como você a encara.