Sunday, August 24, 2008

Entre canções e fugas

Fugiu de casa. Por alguns instantes. Adorava a sensação de liberdade ao elaborar uma fuga planejada, que durava apenas 1 hora. Gostava de dar voltas no quarteirão correndo, fugindo. Seu mp3 fazia a trilha sonora. "Pro dia nascer feliz, o mundo inteiro acordar e a gente dormir." Mas quem acordava era ela. "Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só." Não sabia qual caminho. Sentia frio na barriga. Era o seu momento para fugir da vida e entrar nela. Refletir sobre cada passo seu. Olhava as pessoas e não escutava nada. Fechava-se em seus pensamentos, medos e incertezas. Criava histórias, presente, futuro e até um passado. Era um turbilhão de sentimentos movidos tanto pelo imediatismo, quanto pela calmaria. Sentia-se pressionada. Sentia-se relaxada. Cada nota tocada levava uma energia descontralada por cada terminação nervosa. Como se Cazuza e Renato Russo fossem seus companheiros de caminhada.

Uma linda canção da Marisa Monte transformada em péssima lembrança. Uma canção dedicada ao ex-amor, que nunca havia sido amor. E ela nunca amou ninguém. Acelerava. Corria. Tudo conforme a música. "Quando tá escuro e ninguém te ouve, quando chega a noite e você pode chorar, eu tô na lanterna dos afogados." Andava para escutar claramente o que aquilo significava. Vontade de ir, ao mesmo tempo, medo. Era tudo o que queria, ao mesmo tempo, medo. Preferiu andar, apenas. Observar como as outras pessoas faziam. Entre árvores, flores e pedras. Poluição e concreto. Gente conhecida e desconhecida. Sentia-se como sempre. Alguém fora dos eixos. Fora de um padrão. Como explicar aos outros sua maneira de viver? Acreditava em um Deus. Seguia sua própria disciplina. Seguia a disciplina de seus pais. Queria evoluir. "Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria, era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém." Explicar, explicar e explicar. Sempre assim. Pensava em tudo isso e respirava profundamente, expirando o peso. Aspirando mais receio. O cansaço era visível. Mais uma volta.

Outra fuga sem resposta. Resolveu voltar para casa com a última canção. "Quando a gente conversa, contando casos, besteiras. Tanta coisa em comum. Deixando escapar segredos. E eu não sei que hora dizer. Me dá um medo, que medo. Você me chora dores de outro amor. Se abre e acaba comigo. Eu já nem sei se eu tô misturando. Eu perco o sono."

Friday, August 15, 2008

A história do meu cachorro contada por ele mesmo


Fui vendido numa feira em Embú. Através de um comércio ilegal de cães. Por conta disso, meu aparelho intestinal estava com vermes. Afinal, meu criador não era lá muito higiênico. Fui pisoteado pelos meus irmãos e era sempre o último a comer. Era osso e pele. Ou melhor, osso, pele e pêlo. O único preto e branco da ninhada. Eis que, mais ou menos 1 mês atrás, duas tontas vieram me resgatar. Tá, eu não fui o primeiro a ser escolhido, na verdade, elas queriam o branco com caramelo - aquele meu irmão, que se achava o dono das tetinhas da minha mãe. As duas indecisas voltaram três vezes e, na última, fiz cara de coitado, excluído, qualquer feição que pudesse sensibilizar um ser humano. Elas chegaram bem na hora que umas quatro crianças imbecis tentavam me sufocar. Bando de pivetada que não sabe nem segurar um cachorro. Odeio essa exposição em feiras, você fica vulnerável a vários tipos de pessoas. Seres humanos me dão medo. Finalmente, as duas garotas decidiram me levar. Confesso que foi o tanto quanto desagradável ouvir a loirinha negociando o meu preço, como se eu fosse um simples objeto. A doidinha ruiva estendeu o braço e lá fui eu ser carregado. Eu só queria ir embora e desfrutar de todo o conforto. Cama, mesa e banho. Ai que maravilha não ter que olhar mais para a cara daqueles meus irmãos egoístas. Eu me dei bem. Ficaram lá enquanto eu fui morar num apê em Alphaville.

Ganhei uma cama, comi uma ração horrível, água e até um lugar bacana pra fazer xixi. Apesar de preferir o tapetinho tão sedutor da sala. Dormi no quarto da ruivinha. Conheci os pais dela. A mãe não foi muito receptiva. O pai até que sim. Até entendo, eu era praticamente um intruso, destinado a destruir todos os tapetes da casa. Depois de dois dias, fiz uma consulta na veterinária. Véio, veterinária muito louca. Eu estava com uns probleminhas intestinais e ela passou um remédio horrível. O pai da ruivinha simplesmente depositava as cápsulas na minha goela abaixo. Tomei também um remédio pra pulga. Aquele criador fdp, nunca enxergou em mim a imensa quantidade de bichos sugadores do meu sangue, que estavam ali, fazendo a festa no meu corpinho. A ruivinha comprou o anti-pulgas mais barato, causando-me uma coceira dos infernos. Enfim, vermes e pulgas mortos. Mas...meu intestino continuava estranho. Levaram-me de novo na veterinária doida varrida. Fiquei uns dois dias internado naquela birosca, na qual chamavam de clínica veterinária. Tsc Tsc. Passei frio e fome. A ruivinha, querendo salvar minha vida, quase me matou. Graças a Deus o pesadelo acabou e vieram me buscar. Fiquei com sangue nos olhos ao ouvir a doida comentando:"talvez ele seja um cão anão". Que cão anão? Eu? Tudo bem, eu sou baixinho, atarracado. Mas cão anão? Vai se f...E pra piorar ainda mais a situação, ela complementou dizendo: "ele está com cinomose, vai definhar e morrer. Sim, ele não irá resistir, melhor devolver." Falou isso na minha cara! Devolver? Depois de ter ganho comida e apê em alpha, eles iam me devolver pro chiqueiro? E esse negócio de morrer, essa vet louca não sabia metade das coisas que eu já havia passado naquela porcaria de criadouro. Bem, mas eu consegui enxergar uma luz. Até que enfim a ficha da tonta da ruivinha caiu.

Aconselhada pelo seu pai (um cara elegante e muito divertido, um pouco bravo, mas quem não é), ela me levou num veterinário decente. Tive que fazer umas viagens de carro. Odeio. E quando achava um lugarzinho confortável debaixo do freio de mão, a ruivinha jogava meu corpo indefeso para outro lado. Comecei a ficar com medo, ela não dirigia muito bem. O vet disse que eu poderia ter uma chance e, na verdade, estava com pneumonia. Descobriu também uma hérnia em cima do meu pintinho. Bom, mas pra quem tá cagado, o que é um peidinho, né? Continuei achando um pouco insensível da parte deles esse negócio de discutir minha sobrevivência, na MINHA frente. Mas, ok, aleluia né! Alguém consciente por aqui. Fui picado durante 6 dias, fiz até inalação. Tomei tantos remédios que já nem sabia mais o que era ração.

Sobrevivi e cá estou. A vontade que eu tenho é de esfregar meu fucinho gelado na cara daquela veterinária louca filha da mãe. Completo 2 meses de vida sei lá eu quando. A verdade é que ninguém sabe, na real, minha idade - mentiram na minha carteirinha de vacinação. E, eu, como cachorro, não sei calcular o tempo. Além disso, ainda não tenho nome. Já quiseram me chamar de Sushi ou Bóris. Achei esses nomes muito cafonas. Por enquanto, atendo por: pequeno, menino, muleke, animal. Gosto muito da loirinha, ruivinha, da loira alta dona da casa, da Roseli e do Seu Ismael. Minha recuperação está sendo ótima e não vejo a hora de dar minha primeira pisada na rua, econtrar umas cadelinhas, comer resto de comida. Ai, isso que é vida. Porém, antes, preciso concluir meu maior objetivo: conseguir mirar no tapete caro da sala. Um xixi certeiro. Ah, quero também cegar aquela bonequinha que segura a porta. Já consegui deixá-la caolha.

Ufa.

E, não. Eu não sou um cão anão.

Wednesday, August 13, 2008

Esse negócio todo de oficializar um relacionamento amoroso

Minha irmã vai casar. O quarto dela com sacada vai ficar pra mim e o computador, finalmente, será colocado no meu quarto. É estranho. Poxa, ela é a mais velha. Foi com ela que eu aprendi a escorregar no tapete e ganhar um machucado (que fez minha boca ficar torta por uns 5 dias). Ela me ensinou a bater recordes na brincadeira do elástico. Ela deixava eu brincar com os maiores, mesmo me chamando de café com leite e nunca passar a bola pra mim. Eu escuto os segredos dela. Ela, os meus. Corro pro quarto dela quando estou com algum problema. Ela é brava e me dá bronca de irmã mais velha. Nem sempre me apóia. Ri das minhas piadas, tira sarro de mim e odeia quando eu sento no lugar dela na cozinha. Ela é uma ótima negociadora, conseguiu um super desconto quando fui comprar meu cachorro. Ela sempre pede o último pedaço de alguma coisa gostosa que estou comendo. Bem, sentirei falta, mas é outra e nova fase.

Casamento é uma palavra tão forte que já vem acompanhada da marcha nupcial. Não sei se terei a mesma paciência que a minha irmã. Vestido, prova, desprova, festa, degusta, escolhe buffet, banda, decoração, daminha, padrinho, chá de cozinha, aperta aqui ali, música para entrar os padrinhos, mãe, pai, noiva, noivo, almofada pra ajoelhar, a biboca da parafuseta...Bom, mas casar seguindo todo o ritual não é o fator principal da essência do ato. Por isso, seja qual for o estilo de cerimônia, e se houver ou não, o mais importante é responder a pergunta: Por que raios estou casando com essa pessoa?

Imagina passar o resto da vida com alguém. Você consegue acreditar nisso? Parece impossível nos dias de hoje? Sim, parece. Encontrar, apaixonar-se, namorar, noivar e casar. Dá até uma certa preguiça pensar em todas as etapas para, por fim, oficializar um relacionamento amoroso. Meu maior medo, (mais até do que deixar o gás da cozinha ligado ou as portas do carro abertas) é apaixonar-me loucamente por alguém não seja fiel. Falta de respeito me dá muito medo mesmo. Imagina você, grávida, e o seu marido com outra. Imagina o seu filho lhe perguntando aonde você estava na noite passada. Imagina o trauma dele. Casar é sério. Ter filhos é sério. Esse negócio de formar uma família é uma responsabilidade do caramba. Não é simplesmente assinar um papel, colocar mais um nome no sobrenome e uma aliança no dedo.

Amar uma pessoa de verdade é um mistério. Estar com ela nos momentos mais estranhos, bizarros, sem graça, na dêprê, no fundo do poço e também nos momentos mais cheios de energia e vontade de viver. É um mistério você continuar amando com todos os problemas. Ver beleza aonde ninguém vê, incentivar quem ninguém incentiva e torcer quando ninguém torce. É um mistério. Entender quando nada é dito e compreender quando se fala muito. Chorar e abraçar exatamente no mesmo tom. Gargalhar com a mesma intensidade.

Amar alguém pro resto da vida deve ser uma delícia. Cá, minha irmã, não vou te desejar felicidade, pois sei que ela já está garantida, mas vou te dar um conselho de irmã mais nova que não sabe nada da vida: Cultive-a. Cuide. Ame com a sua alma.
Amo você e já amo a linda família que irá formar.

Thursday, August 07, 2008

Deus


Não quero falar sobre religião. Não quero criticar o que você acredita. Não estou aqui para ser fanática ou para me auto-rotular, ou até, para rotular você. Quero falar daquela força que a gente não faz idéia da onde vem.

Já passei por momentos bons, alegres, tristes e frustrantes, como qualquer outro ser vivo deste planeta. Em todos eles, ou melhor, principalmente nos momentos ruins, pude sentir pausas de tranquilidade. Como o suspiro de um choro longo. É naquele instante que você conversa com o invisível, sente o transcendental e descansa.
Sentindo, transmitindo luz. Entrando na alma do outro através dos olhos. Quando você tira as 300 toneladas das costas, ao descobrir que chegou no ponto aonde nada está mais nas suas mãos. Não é desesperador atingir a consciência de que você não é, e nunca foi, dono da situação. Ao contrário, é muito confortante. Todas as perguntas continuam sem resposta. Ela poderá chegar um dia, ou nunca chegar.
Tão profundos e tensos tais momentos. E, de novo, você entrega tudo para aquela força superior.

Como tudo na vida, isso é um exercício que melhora com a prática. Acreditar e confiar no que não vê é quase impossível para nós, seres tão imediatistas e visuais.
Eu disse, quase impossível.

Sinto-me evoluindo a cada dia. E o melhor de tudo é descobrir que essa evolução tem muito mais a ver com entrega, do que com controle da situação.

"a sabedoria de Deus é loucura para o homem"
Passar por momentos difíceis é loucura para nós. Entender o incompreensível é um absurdo. Mas tudo isso, que a gente nâo vê, é sabedoria.

Monday, August 04, 2008

FEIRAS DE ANIMAIS - um absurdo!


Fiz o texto abaixo para colocar em duas comunidades de defesa ao animal. Achei legal postar aqui, para alertar a todos. Por favor, pensamento positivo para que ele fique bem!!

Comprei recentemente um cachorrinho da raça Shi-tzu numa feira de filhotes em Embu. Confesso que, até então, era ignorante no assunto: onde comprar cachorros.
Bom, eis que ao passar dos dias, percebi que ele estava com diarréia e pulga. Levei ao veterinário. Ele estava com verme e foi receitado um remédio que eliminou o problema. Achando que tudo estava certo, depois de alguns dias meu cachorro começou a ter secreção no nariz e dificuldade para respirar. Levei novamente ao veterinário e foi pedido um hemograma. Constatou-se uma forte infecção. Estou muito angustiada pois não sei o que acontecerá. A veterinária até falou em devolver, mas, para mim, isso é impossível, já que meu amor por ele cresce a cada dia. Não é simplesmente um produto que você devolve quando encontra um defeito.

Bom, estou fazendo de tudo para que ele se recupere. Escrevo tudo isso aqui, para alertar sobre essas feiras de animas SEM NENHUMA ESTRUTURA para comercializar filhotes. Normalmente, os cachorrinhos são desmamados antes do tempo, não há vermifugação e estão expostos a QUAISQUER tipos de doenças. Lamento essa situação e gostaria muito que todas essas feiras acabassem, pois os responsáveis por tais comércios não têm a mínima consciência do que fazem. Não tratam bem os filhotes indefesos, esses sofrem e muitos acabam morrendo.

É absurdo o que acontece. Para resolver parcialmente o problema, essas feiras deveriam ser FISCALIZADAS. Todos os cachorros devem estar em ambientes higienizados, com todos os cuidados necessários. Vacinas, vermífugos. TUDO.

Os filhotes não merecem esse sofrimento causado por pessoas que se dizem defensoras dos animais, quando, na verdade, são verdadeiros assassinos.

Não vou generalizar os criadores, mas, em sua maioria, existe o problema! Vamos nos atentar a isso!

Saturday, August 02, 2008

Voltando aos 17 anos...

"Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos
Nunca vão dar certo
Ou que você nunca
Vai ser alguém...
Quem acredita
Sempre alcança"

Não sei se vocês repararam, mas tenho escrito posts com ar de indecisão. Como diria meu ex professor de roteiro: "A gente escreve do que sente necessidade". Ás vezes tento puxar meus textos para um lado diferente dos meus sentimentos. Pronto. É a deixa para dar tudo errado. E, como na vida, sou assim. Se estou preocupada, triste ou alegre é completamente perceptível. Escrever não é diferente. Escrevo aquilo que sinto. Meus textos são aquelas fofoqueiras de plantão, ficam paradas só olhando o que estou fazendo- felizmente ou infelizmente. Bom, mas voltando à indecisão...Nesses dias, estava conversando com a minha mãe e caímos no assunto: "e aí o que você vai fazer da vida?". Bem, meu pai pergunta todos os dias se eu tenho alguma novidade. O pior é ter a mesma resposta todos os dias, qualquer dia eu invento alguma coisa, digo que virei trapezista, vendedora de amendoim torrado, dançarina de axé, sei lá.

Estou desempregada e não sei se quero mais ser publicitária. Cansei da brincadeira. Publicidade realmente é uma profissão para pessoas anormais. Sim, só pessoas anormais se abdicam completamente da vida para passar o resto da mesma vida reclusas em abrigos denominados de "agências". Mas o que eu menos suporto, isso em qualquer profissão, é aquele jeito arrogante de comer croqrete e arrotar lagosta.

Tenho percebido que muitas das opções, que tenho em vista para meu futuro profissional, partem de opções da época do meu 3º colegial - aquele fase dos trocentos testes vocacionais. Lembro da psicóloga dizendo: "você poderia fazer pedagogia". Na época, a minha imaturidade foi responsável pelo pré-julgamento da profissão. Hoje, eu vejo o quanto gosto de ensinar. Já tive uma experiência assim, fazendo um trabalho voluntário. É incrível notar o desenvolvimento do ser humano quando esse adquire um conhecimento, e, o mais gratificante, é saber que você fez parte daquilo. Descobrir o poder de mostrar uma nova visão sobre o mundo para uma pessoa. Isso é sensacional. Também percebi o quanto a necessidade de fazer parte da mudança de algo e encontrar sentido nas coisas são características nascidas comigo. Antes, achava que meu sonho era trabalhar com redação publicitária. Por que sei lá, gostava de escrever e me formei em Publicidade e Propaganda - motivos até bem óbvios para escolher a área de criação. Trabalhei e senti falta do trazer à tona um real sentido para o trabalho desenvolvido. Para ser mais clara - "por que raios estava fazendo aquilo?" Quero deixar bem claro que isso é algo pessoal. Cada um tem a sua busca pelos seus próprios sentidos. Ou seja, isso não é necessariamente uma crítica a profissão. Faça o que você se sentir realizado. Se você acha que vender sorvete na praia te dá uma realização sobrenatural, cara, vai nessa. Gosto também de começo, meio e fim. Gosto de organizar meus textos, ler, reler e criar esse caminho. Consigo passar horas fazendo isso. Daí então, veio a idéia de cursar jornalismo. E, mais uma vez, essa era uma outra opção que tinha em mente na época do colégio. Engraçado como essas lembranças simplesmente surgiram. O mais estranho é pensar que, agora, aos quase 24 anos, tenho voltado constantemente aos 17 anos - época em que a tal da pedagogia e do jornalismo apareceram na minha cabeça.

Sinto-me um pouco Daniel San ouvindo o mestre Miyagi. Tipo, "hey, você tem uma missão de vida". Minha maior necessidade é viver com sentidos. Tanto profissionalmente, quanto na minha vida pessoal. Encontrar um emprego que me faça crescer como ser humano. Namorar alguém que me faça crescer como ser humano. Nem tudo tem sentido, nem tudo tem resposta, mesmo assim, ainda procuro. Mais fácil seria se conformar e fazer qualquer coisa que desse lucro.

Meus sonhos não são os mesmos de ontem. Uma pena. Porque eles se complicaram ainda mais. Agora, não existe apenas acertar a profissão para realizá-los, mas, sim, acertar um estilo de vida.