Tuesday, January 27, 2009

pocket world

Pocket book
Pocket show
Pocket lunch

pocket pc
pocket bike
pocket tv

pocket love
pocket happiness
pocket peace

é tudo pocket
cabe tudo no pocket

pocket war
pocket ilusion
pocket sadness

é tudo pocket
cabe tudo no pocket
põe o pocket no micro
pronto.tá pronto.
volta pro pocket,
pocket life

Monday, January 26, 2009

Pedi pra ele ir embora

Pedi pra ele ir embora
ele disse não
eu insisti
ele insistiu com o não
tive ódio
tentei matá-lo
mas ele era grande e forte
permanecia ali, do meu lado, dentro de mim, metade fora, metade dentro
um dia sim
no outro não
todos os dias sim
a companhia mais irritante
o grito mais agudo
o incômodo mais perfeito
era ele
olhou pra mim
desviei
insistiu
enxerguei-o
e reconheci
mesmo rosto
mesmo corpo
mesma forma
era eu
o conflito era eu
o conflito não passava de mim mesma

Monday, January 19, 2009

Breve desabafo odioso

Tem horas que vocês simplesmente tem raiva das pessoas.
Estava eu, no ônibus, com uma vontade imensa de mandar uma passageira enfiar o Nextel ("radinho") no C. Todo mundo sabe o que é o C, né? C é um lugar bem bacana onde cabe bastante coisa.
Bem, saí do ônibus e fui andando até chegar ao meu trabalho. Eis que encontro um taxista dando ré na calçada. Indignada, fiquei com uma cara de ódio. Uma outra moça percebeu que eu poderia ser alguém a altura para fazer um comentário, e logo lançou: "ser atropelada na calçada é o fim, né?". Eu respondi um "pois é", com vontade de continuar a conversa com aquela moça e debater sobre todos os problemas mais odiosos do mundo e falar mal, muito mal de tudo isso.
Na verdade, tudo começou quando eu fiquei sabendo, logo de manhã, o que a Bispa Sônia disse a respeito da queda do teto da igreja Renascer:
-"sinto-me profundamente triste (...) há de haver um propósito para tanto sofrimento".
Fiquei irritada com isso. Há de haver um propósito????? Quer dizer agora que isso foi uma obra divina? Ah má vá né! Por que não assumem logo que a culpa é da falta de administração da igreja?! Não há propósito nenhum pra isso. É apenas a consequência de um erro humano.
É incrível a habilidade de tirar o seu da reta.
Não é culpa de Deus. Não é aviso de ninguém. É culpa de quem "administra" o negócio.
Já que igreja virou negócio mesmo...
Odeio linguajar crentês. E olha que eu acredito em Deus. Parece que quando você vira "crente" sua habilidade para arranjar desculpas aumenta absurdamente. As desculpas viram "obra do espírito santo, há de haver um propósito".
Deus nos fez livres. Os erros do mundo são de inteira responsabilidade nossa. Se o mundo acabar, como está escrito na bíblia, será por causa da destruição dos seres humanos. Ação e reação. Pára de ser otário e tome responsabilidade dos seus atos. Lógico que tirar da reta é bem mais fácil. E a desculpa cristã é sempre muito bem aceita.
Ó Deus perdoai tanta tolice, burrice, infantilidade e dissimulação.


Ufa. Tô me sentindo melhor agora.
Isso que dá ler Nietzsche no ônibus.

Friday, January 16, 2009

Ódios urbanos fugazes

Entre pensamentos. Uma sentada no banco da frente. A outra, atrás. Local: um ônibus executivo com ar-condicionado e cadeiras inclináveis.

- Droga, odeio quando alguém senta atrás de mim
- Droga, odeio quando alguém senta na minha frente
- Que se dane, vou empurrar o banco
- Que se dane, vou enfiar meu joelhão aqui
- Viada, não tá vendo que eu to empurrando o banco
- Viada, não tá vendo que eu to tentando me acomodar nesse espaço ridículo
- Ah é assim né, ela vai ver agora. Vou puxar a alavanca até o máximo
- Ah é assim né, ela vai ver agora. Vou empurrar com tudo com o meu joelho
- Desgraçada, não vou conseguir dormir desse jeito
- Desgraçada, não vou conseguir ler meu livro desse jeito
- Vou trocar de lugar, que saco
- Vou trocar de lugar, que saco
- Droga, a imbecil veio pra esse lado também
- Droga, a imbecil veio pra esse lado também
- Que se dane, vou empurrar o banco
- Que se dane, vou enfiar meu joelhão aqui
- Ai que bom, chegou meu ponto
- Ai que bom, chegou meu ponto

Maristela, a redatora, revizora

Oi gente, meu nome é Maristela e sou redatora e revizora dos meus próprios testos. Tipo, adoro escrever mt. Escrevo mesmo antes de ter aprendido o analfabeto. Acho que um testo bem escrito, com armonia entre os parágrafo é uma delícia de ser lido. Você comesa a viajar na istória, emredo, enfim, é uma esperiência sensasional.
Meu primeiro emprego foi escrevendo rótulos para xampoo. Adorei. Tipo, tinha que usar um pouco de criatividade pra colocar as qualidades do produto na enbalagem, mas fui aprimoramdo e já estava crack depois de alguns meses. Aliás, adoro aroma sidreira e flores do canpo. Depois foi enbalagem de camisinha. Mas não foi muito difícil. Logo percebi que os sabores eram muito parecidos com os aromas dos xampoo.
Hoje eu trabalho como secretária blingue. Tive que aprender ingreis né. Saí um pouco da área de enbalagem porque não me pagavam bem.
Bom, eu gosto mt de ler. Sou tarada por livros. Leio Dostoiévisqui, Paulo Cúelho, José amargo e Machado de cassis. Adoro ficar na net fussando tudo. Tenho um blog que é tipo uma terapia pessoal minha.
Então gente, se vcs precisarem de algum serviço de revizão, pode tá ligando pra mim, ok?

Monday, January 05, 2009

A verdadeira história da chapeuzinho vermelho. Tira as crianças da sala.

O texto (em aspas) foi retirado do site http://www.revistapsicologia.com.br/materias/hoje/desumano.htm

"Maria Rita Kehl é uma psicanalista conhecida entre seus colegas de profissão, sobretudo no eixo Rio-São Paulo, e uma das minhas autoras preferidas. Preocupada com questões contemporâneas da nossa sociedade, e como psicanalista, investigadora do universo feminino (tendo publicado vários artigos e livros tais como “Masculino e Feminino na Cultura” e “Deslocamentos do Feminino”, ambos pela Imago), recentemente tive acesso a um antigo texto seu intitulado “A Psicanálise e o Domínio da Paixão”.

Neste texto, Maria Rita nos conta a verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho. Na verdade a história contada antes do século XVIII, ou seja, antes que a revolução burguesa modificasse o pensamento e o comportamento ocidental, e, portanto, modificasse a história bem mais próxima do que a conhecemos hoje.

Sigo então o fio condutor da história contada por Maria Rita Kehl, ou seja, a história de Chapeuzinho contada pelos camponeses em volta do fogo, em noites de inverno europeu:

“Certo dia, a mãe de uma menina mandou que ela levasse um pouco de pão e de leite para sua avó. Quando a menina ia caminhando pela floresta, um lobo aproximou-se e perguntou-lhe onde ia:

Para a casa da vovó – ela respondeu.
Por que caminho você vai, o dos alfinetes ou o das agulhas?
O das agulhas.

Então o lobo seguiu pelo caminho dos alfinetes e chegou primeiro à casa. Matou a avó, despejou seu sangue numa garrafa e cortou sua carne em fatias, colocando tudo numa travessa. Depois, vestiu sua roupa de dormir e ficou deitado na cama, a espera.

Pam, pam !.
Entre, querida.
Olá vovó. Trouxe para a senhora um pouco de pão e leite.
Sirva-se também de alguma coisa. Há carne e vinho na copa.
A menina comeu o que lhe era oferecido e, enquanto o fazia, um gatinho disse:
Menina perdida! Comer a carne e beber o sangue da sua avó!
Depois o lobo disse:
Tire a roupa e deite-se na cama comigo.
Onde ponho o avental?
Jogue no fogo. Você não vai mais precisar dele.
Para cada peça de roupa – corpete, saia, anágua e meias – a menina fazia a mesma pergunta. E cada vez, o lobo respondia:
Jogue no fogo. Você não vai precisar mais dela.
Quando a menina se deitou na cama, disse:
Ah, vovó! Como você é peluda!
É para me manter mais aquecida, querida.
Ah, vovó! Que ombros largos você tem!
É para carregar melhor a lenha, querida!
(...) Até que ela perguntou:
Ah, vovó! Que dentes grandes você tem!
É para comer melhor você, querida!
E ele a devorou”.

A história acaba aí, sem a menor menção do fim da história tal como a conhecemos. Sem “moral da história”, sem caçador, sem final feliz. A história de chapeuzinho é uma história de pura crueldade, desumanidade, escatologia erótica e perversa, demasiadamente perversa."

Que medo. E não vem não. A chapeuzinho "enganada" quis se deitar com a vó. Mas o que é isso? Um caso de pedofilia ao contrário? Seria uma geriofilia (atração por senhorinhas)?

Serão os 3 porquinhos, 3 bundões que sofrem de obesidade mórbida e são surpreendidos pelo mesmo lobo maníaco da história da chapeuzinho? A vozinha a reencarnação da vó desavisada. O lobo, um serial killer. Uma pena o FBI não existir naquela época. Sem análise de perfil, não há identificação do culpado. E ele continuou rondando outras historinhas.


Eu que não conto nada disso pros meus filhos.
Fico pensando nas novas histórias contemporâneas.
"Era uma vez uma garotinha que se chamava melancia. Ela tinha super poderes no bumbum. Um dia, o Sr Créu propôs uma disputa..."

Pobres crianças dessa época.