Wednesday, February 18, 2009

Um dog querendo repor hormônios

Ontem foi um dia atípico para o meu cachorro. Consequentemente, para mim também. Estava eu no ponto de ônibus, com os ouvidos atentos para qualquer diálogo urbano. Entre conversas sobre piercings de língua que foram engolidos e atropelamentos, eis que escuto o toque irritante da Hello Kitty versão masculina: Hello Moto. Era o meu celular. Atendi. Eu e minha geração passada demos início a seguinte conversa:
- Oi mãe.
- Ai esse cachorro!
- O que aconteceu?!
(nesse momento um filme me veio a cabeça. Lembrei de todos os problemas que o Dog Obama já teve. Diagnóstico de Cinomose, pneumonia, dermatite...Você pode conferir tudo isso no meu post "A história do meu cachorro contada por ele mesmo")
- O Dog subiu na minha cama e comeu 6 comprimidos de Synthroid.
- Não acredito. É para tireóide né?
- É.
- Você viu os efeitos colaterais?
- Ainda não. A veterinária disse pra dar água oxigenada.
- Ah???
(como assim? a mesma que tinge cabelos! oh my gosh)
- É para induzir o vômito.
- Bom, quando eu chegar aí, levo o Dog no veterinário.

Cheguei em casa depois de um trânsito de 1h20. Ainda bem que tamanha agilidade não fez meu dog morrer. Cheguei, abri a porta e esperei a festa. Nada de festa. Ele parecia eu, quando tomo caipirinha. Mas nada de muito chocante. Peguei o peladinho (apelido carinhoso para seu pêlo máquina 10 - tratamento de Dermatite), minha mãe e fomos até a Vet.

Entramos no consultório. Contamos o causo e ela recomendou um hospital e não uma clínica. Mas depois de ter conferido a agilidade do Dog ao aspirar um algodão no chão, percebeu que ele não estava tão drogado assim. Colocou soro e deu carvão ativado (bizarro). Entre os medicamentos, comentou sobre um caso de 2 labradores que haviam ingerido remédios para emagrecer. Se tivessem optado pela dieta da Lua, nada disso teria acontecido. Os coitados chegaram virando a cabeça. Mas sobreviveram. O que me deu um certo alívio. Para tanto, Syntroid é reposição hormonal, e isso me deixa preocupada. Não quero que o meu cachorro sofra algum tipo de alteração no metabolismo. Ele já é completamente freak.

Bom, por enquanto, o quadro é estável. Não babou, vomitou e nem virou a cabeça como os labradores. Espero não chegar em casa e pegar ele com uma seringa na pata ou alguma caixinha de lexotan jogada perto de seu super tapetinho higiênico.

Tuesday, February 17, 2009

As breguinhas também amam

"Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi
Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela, então eu me vi

Está em cima com o céu e o luar
Hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas
E séculos, milênios que vão passar

Água- marinha põe estrelas no mar
Praias, baías, braços, cabos, mares, golfos
E penínsulas e oceanos que não vão secar

E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Hoje você está
Onde você está
As coisas são mais lindas
Por que você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas"

Essa música é tão gostosa. Esses dias pedi pro meu namorado tocar no violão "Have You Ever Really Loved a Woman?". Sim, é a coisa mais brega que existe. Mas eu acho bonitinha, pow. Ele disse que escolheria uma menos brega. Devo ter causado algum choque. Até agora nada de músiquinha bonitinha pra namoradinha ficar felizinha.
Eu gosto de umas coisas meio cafonas mesmo. O problema é o cabelo vermelho e o all star. Isso faz as pessoas pensarem que eu escuto bandinhas Indies. Afinal, tentar ser descolado curtindo bandas com gravadoras e com nomes normais não rola.

Meu amigo lançou a campanha "por uma Veronica mais moderna". Meu namorado tenta me fazer escutar todas as músicas do Ipod dele. Tá, eu sou preconceituosa com algumas coisas. Fico meio com o pé atrás com essas músicas muito alternativazinhas. Tipo, o cara querer fazer som com buzina, matraca, barulho com a boca, essas porras toda. É irritante quando a necessidade de ser diferente precede a qualidade do conteúdo. A Daniela Mercury fez isso uns tempos e nunca mais foi a mesma. Esse negócio também de remixar clássicos da MPB é um pé no ouvido. Imagina você ouvir "não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos" com um putz putz atrás. Já assisti um show da Fernanda Porto e ela fez um solo lírico animal. Coisa linda. Mas não curto as músicas dela. Não sei o por quê. A Bjork é uma que não consigo escutar mais de 2 minutos. Eu enjôo muito rápido também.

Enfim, questão de gosto. Mas como gosto, religião, política e futebol se discutem, podem começar a atirar as pedras.

Monday, February 16, 2009

Chá de carqueja pra curar segunda-feira

Ás vezes bate um peso nas costas, normalmente às segundas. Quando o corpo ainda acha que vai descansar depois das 6 da manhã. Um cansaço mais cansado quando lembro de começar aquela corrida pela pista de cooper. É tudo culpa do chocolate. Dá prazer e tira. O prazer vem em forma redonda, pouco elegante. Preguiça de tudo e de todos. Vai ver falta banana, para melhorar o astral. Falando em astral, ele me disse hoje que virgem precisa cuidar da saúde. E isso já me deixou de baixo astral. Mergulharei num chá de carqueja. Cura tudo. Lá vou eu. Mais um dia. Mais uma segunda-feira. Mais uma louca vontade de dormir.
Desce mais um chá de carqueja sem açúcar, por favor.

Saturday, February 07, 2009

"O casamento como uma longa conversa. - Ao iniciar um casamento, o homem deve se colocar a seguinte pergunta: você acredita que gostarás de conversar com esta mulher até na velhice? Tudo o mais no casamento é transitório, mas a maior parte do tempo é dedicada à conversa."

"Teste de um bom casamento. - Um casamento prova ser bom pelo fato de tolerar uma "exceção"."

Nietzsche

Monday, February 02, 2009

liberto-me nte

adrenalina pulsa
ataco
cardíaco
grita na mente
solto-me
escuto
a liberdade misteriosa da inconsciência
torno-me
consciente da velocidade da arrancada
puxo
o pé do lugar pré posto
defino
o solo da sola
o tom da ida
essência vibra
louca presa
solto-a
no ar
corro
pra ela
corro
com ela
não corro
dela
meu estado natural
dessamarro
as amarras
um dia amarradas a marra
na minha mente
pego
a vida
ponho ali
ponho lá
ponho pra cá
ponho do meu jeito
desgasto
a sola
mente liberta
foge
corre
pulsa
até dizer chega